| HIPERTENSÃO ARTERIAL
A hipertensão pode ser definida como um aumento crônico da pressão arterial sistêmica, seja dos valores máximos (sistólicos), mínimos (diastólicos) ou de ambos. A classificação da hipertensão, efetuada pela Organização Mundial da Saúde (O.M.S.) e com base nos valores da pressão arterial, permite distinguir três categorias: NORMOTENSÃO
HIPERTENSÃO BORDERLINE (PRESSÃO ARTERIAL LIMÍTROFE)
HIPERTENSÃO
Além dessa classificação internacional, podemos utilizar a seguinte escala recomendada pelo Consenso Brasileiro/98:
A Hipertensão Arterial Essencial (sem uma causa precisa) constitui, pelo menos, de 90% a 95% de todas as formas de hipertensão. Todas as demais formas de hipertensão, chamadas secundárias, estão associadas à outra patologia e compreendidas entre 5 e 10%. Nesse segundo grupo prevalecem as hipertensões de origem renal e as várias formas de hipertensão endócrina (por hiperaldosteronismo, doença de Cushing, feocromocitoma). A hipertensão arterial sistêmica atinge cerca de 20% da população dos países do mundo ocidental e causa, com o decorrer do tempo, patologias graves. No Brasil, de 15 a 20% da população adulta é considerada hipertensa. Além disso, a hipertensão é responsável por 40% dos casos de aposentadoria precoce em nosso país. A hipertensão arterial tem um componente familiar. Cerca da metade dos pacientes hipertensos apresentam um traço familiar para hipertensão ou mortalidade cardiovascular prematura em seus parentes de primeiro grau. PRESSÃO ARTERIAL SISTOLE / DIÁSTOLE PRESSAO ARTERIAL MÁXIMA / PRESSAO ARTERIAL MÍNIMA 120-140 mmHg 80-90 mmHg FATORES AMBIENTAIS Foi amplamente demonstrada a relação entre conteúdo de sódio na dieta e os níveis de pressão. A hipertensão arterial parece ser desconhecida entre as populações que consomem pouco sal. O papel do stress ambiental permanece controverso, embora muitos médicos estejam convencidos de que o estresse pode contribuir para aumentar a pressão arterial. IDADE E SEXO Nos países industrializados, a pressão arterial média da população aumenta com a idade. Após os 50 anos, a pressão arterial diastólica tende a normalizar-se e, às vezes, até a diminuir, enquanto a pressão sistólica continua a subir até a idade mais avançada. As mulheres, após a menopausa, apresentam um maior risco de desenvolverem hipertensão arterial. OBESIDADE Foi demonstrada uma correlação entre aumento dos valores da pressão e o aumento do peso e, ao contrário, redução da pressão com a diminuição do peso nos obesos. ASPECTOS CLÍNICOS DA HIPERTENSÃO O quadro é tipicamente pobre e específico, não se notando sintomas nem sinais próprios da hipertensão arterial isolada, especialmente a hipertensão leve. Cefaléia, vertigens, zumbidos nos ouvidos são freqüentemente considerados como sintomas precoces e freqüentes da hipertensão. A cefaléia, especialmente matutina ou noturna, oprimente, e não pulsátil, é relatada por cerca de 50% dos hipertensos e se reduz, em cerca de metade, com tratamento favorável. Nictúria (micções noturnas) e vertigens são freqüentemente assinaladas nos hipertensos (cerca de um terço dos casos). A pesquisa clínica dos sinais de patologias em outros órgãos é fundamental, sobretudo para a finalidade de prognóstico; sobre eles se baseia a avaliação do risco do hipertenso. Estes sinais indicam que a hipertensão arterial começou a prejudicar o cérebro, coração (músculo e coronárias) e os rins. O estudo de fundo-de-olho (retina) representa uma preciosa informação sobre o estado dos vasos cerebrais. COMPLICAÇÕES A hipertensão arterial determina alterações estruturais no coração, cérebro, rins e vasos arteriais. Entre essas, podemos citar: HIPERTROFIA VENTRICULAR ESQUERDA (HVE)
CARDIOPATIA ISQUÊMICA
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
RETINOPATIA HIPERTENSIVA
ENCEFALOPATIA VASCULAR
NEFROPATIA HIPERTENSIVA
MEDIDA DA PRESSÃO ARTERIAL Uma medição acurada da pressão arterial com esfigmomanômetro de mercúrio constitui o primeiro e mais importante passo para um correto diagnóstico. Por ocasião da primeira consulta, a pressão arterial deveria ser medida em ambos os braços, já que às vezes, pode-se encontrar uma significativa diferença entre os dois lados. É necessário que valores de pressão elevados sejam confirmados pelo menos em três distintas medidas, a serem efetuadas, possivelmente, no mesmo horário do dia, porquanto a pressão pode variar de uma consulta para outra, assim como no decorrer do dia. Em caso de hipertensão limítrofe, pode ser útil dispor de medidas efetuadas em diversas circunstâncias extra-consultórios. PESQUISAS LABORATORIAIS As pesquisas de laboratório podem permitir a identificação de elementos de alto risco e podem individualizar outros fatores de risco (hipercolesterolemia, diabetes ou formas secundárias de hipertensão). PROGNÓSTICO O risco de desenvolver uma doença cardiovascular aumenta com a elevação dos níveis da pressão arterial: mais elevada é a pressão arterial, maior é o risco de eventos coronarianos, cerebrais e renais. A diminuição dos níveis da pressão, mesmo os levemente elevados, reduz a mortalidade por causas cardiovasculares, cerebrais e renais. A possibilidade de desenvolver danos aos outros órgãos depende, também, de uma série de fatores de risco associados ao aumento dos níveis pressóricos: Estes fatores compreendem:
A presença de um ou mais destes fatores poderia agir como uma determinante de risco bem mais grave do que um aumento do nível da pressão. TERAPÊUTICA DA HIPERTENSÃO O objetivo principal da terapêutica da hipertensão é o de reduzir, além dos níveis pressóricos, a incidência das doenças e da mortalidade cardiovascular. MEDIDAS GERAIS A abolição do fumo, a redução do peso, a redução do excesso de álcool e, sobretudo, a diminuição de sódio na dieta são providências que, diretamente, são capazes de diminuir a pressão arterial diastólica para o nível de 90 mmHg em alguns hipertensos leves e sem fatores de risco, sem terapia farmacológica. A estas providências, deve-se associar uma maior atividade física e a redução dos níveis de colesterol, para agir também sobre outras situações que agravam o dano da hipertensão.
TERAPÊUTICA FARMACOLÓGICA Várias substâncias são utilizadas no tratamento da hipertensão, sendo consideradas eficazes e bem toleradas. Este material foi elaborado pelo Departamento Médico-Científco (DMC) da Farmalab Chiesi, sendo de caráter meramente informativo. Lembre-se que em qualquer situação, somente seu médico pode prescrever medicamentos e orientá-lo sobre a melhor terapêutica. Farmalab
Chiesi Indústrias Farmacêuticas. |
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